Vou acendendo a vela nos quatro cantos da parede,
só para ver você pegando fogo enquanto vou tomando
o seu chá, decifrando cada canto do seu corpo como
versos, estrofe por estrofe, igual a uma poesia.
Cada vez mais, ficando viciante como tomar café,
te beijando, explorando cada parte do seu corpo,
me fazendo querer cada vez mais, como a primeira vez
que provei morango: doce no começo e azedinho,
que faz querer um pouco mais e mais.
Eu acho que você virou rotina na minha cama,
como seu cheiro ficou em mim, nos momentos
que estamos nos beijando no delírio lento,
escondidas em um beco, na esquina de casa,
porque não aguentamos esperar chegar em casa.